Genocídio da Juventude Negra é o tema impulsionador da realização do ENJUNE. A juventude compreende que o genocídio é transversal à todas questões referentes ao cotidiano dos(as) jovens negros(as).
O Painel reuniu representantes de organizações da sociedade civil como Deise Benedito, da ONG Fala Preta (SP); Seba Vassou, do Fórum Reage Baixada (RJ); Alexandre Garnizé, do Conselho Nacional de Juventude (RJ) e o pesquisador Zapata, do Rio Grande do Sul, além de Hamilton Borges e Lio Nzumbi, ambos do Movimento Negro Unificado e da Campanha Reaja ou será mort@ (BA).
“No Brasil, a identidade criminal é determinada pelos traços físicos, dividindo quem é do bem e quem é do mal. Essa imagem nociva do jovem negro, reforçada pela mídia, deve ser derrubada”, afirmou Deise Benedito, alertando para a gravidade do genocídio cotidiano de jovens negros e negras.
De acordo com os dados do Relatório de Desenvolvimento Humano 2005 - Racismo, Pobreza e Violência, do Programa para o Desenvolvimento das Nações Unidas (Pnud), por ano, 30 mil brasileiros(as) são assassinados(as). A maioria é pobre, negra e jovem, entre 15 e 24 anos.
Os aspectos relacionados as mais variadas formas de apresentação da violência e do extermínio programado da juventude negra nos grandes centros e cidades do país, foram algumas das questões abordadas pelos(as) palestrantes.
Foto: Ierê Ferreira